BOLSAS DE ESTUDO/ AUXÍLIO FINANCEIRO

Financiamento por meio do Programa Institucional de Formação Científica na Pós-Graduação stricto sensu - PICPG - Instrução Normativa Nº 003/2018/PRPPG (clique aqui)

O auxílio financeiro do Programa Institucional de Formação Científica na Pós-Graduação Sricto sensu/PICPG é financiado pelo Fundo de Apoio à Área de Pesquisa da IES e está vinculado aos projetos de pesquisa dos docentes permanentes do curso de Pós-Graduação stricto sensu. O valor deste auxílio é definido anualmente pela Coordenação de Pesquisa da Univille.

O acesso a esta modalidade de auxílio se dá no decorrer do curso, com vigência de até 24 (vinte quatro) meses para cursos de Mestrado e de até 48 (quarenta e oito) meses para cursos de Doutorado. Para a manutenção do auxílio a cada 12 (doze) meses, o aluno deverá comprovar o atendimento aos critérios do Edital de Seleção definidos pelo Programa de Pós-Graduação, sendo obrigatório a realização do estágio de docência durante o período do curso.

 

Financiamento por meio de editais da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina - FAPESC

Esta modalidade de bolsa se dá por meio de atendimento a edital específico da FAPESC, que estabelece as normas de concessão, os requisitos e as atribuições dos bolsistas.

 

Financiamento por meio do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias – PROSUC/ CAPES

A bolsa do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias – PROSUC/CAPES é concedida aos programas de Pós-Graduação stricto sensu que fazem parte da relação de cursos recomendados/ reconhecidos da CAPES.

Estas bolsas compreendem duas modalidades de apoio, aqui denominadas como Bolsa Integral - Modalidade I e Bolsa Parcial - Modalidade II:

- A Bolsa Integral é composta por bolsa de apoio ao aluno para a realização da Pós-Graduação e da taxa que o aluno irá receber em conta própria e deverá reverter à instituição promotora do curso. Em contrapartida a instituição não irá cobrar o valor da diferença entre a taxa e a mensalidade do curso no período de concessão. Nesta modalidade o aluno não deve ter vínculo empregatício para dedicação integral ao curso, além da realização do estágio de docência;

- A Bolsa Parcial é composta de taxa que o aluno irá receber em conta própria e deverá reverter a instituição promotora do curso. Em contrapartida a instituição não irá cobrar o valor da diferença entre a taxa e a mensalidade do curso no período de concessão.

Nestas modalidades o bolsista deverá realizar estágio de docência de 32h/aula (bolsa integral - modalidade I) ou 16h/aula (bolsa parcial - modalidade II).

 

Financiamento por meio do Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias – PROSUC/ CAPES -  C O T A S  P R Ó - R E I T O R I A

Por meio da Portaria nº 73, de 6 de abril de 2022, foi instituída a cota de bolsas de estudo e/ou auxílios para pagamento de taxas escolares para as Pró-Reitorias de Pós-Graduação, ou órgãos equivalentes, no âmbito dos programas institucionais de fomento à Pós-Graduação geridos pela Diretoria de Programas e Bolsas no País (DPB).

A partir de julho de 2022 as cotas de auxílio de taxas escolares estão disponíveis à 213 instituições participantes dos referidos programas de fomento à Pós-Graduação no país para que possam alocá-las em políticas institucionais de apoio a temas estratégicos definidos por elas.

Entre as diretrizes estabelecidas pela CAPES, ficou definido que esta Coordenação deverá ser oficialmente comunicada da página onde serão publicadas as informações de que trata o Art. 3º da Portaria nº 73, de 6 de abril de 2022.

 

Desta forma a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Univille, procedeu pela distribuição das cotas de bolsa e/ou auxílio de Mestrado recebidas de forma a garantir (01) uma cota para cada programa elegível dentre os considerados de áreas prioritárias e, na sequência, designar cota adicional ao PPG que em 2022 apresentou maior dificuldade no preenchimento de vagas. Aos cursos de Doutorado, as cotas foram distribuídas igualmente, novamente considerando-se às áreas prioritárias à IES e à região.


Áreas Prioritáras:

Saúde e Meio Ambiente
São prementes e desafiadoras as questões de saúde e ambientais na região nordeste catarinense, área de abrangência da Universidade, constituída de ecossistema altamente sensível, formado por um estuário com forte presença de mangues, contando com 75% do manguezal do Estado de Santa Catarina de um lado e a Serra do Mar de outro, e também abrangendo as principais nascentes responsáveis pelo abastecimento de água de Joinville. Apesar de apresentar-se como o maior polo industrial do Estado, o terceiro Produto Interno Bruto (PIB) do sul do país e a maior população de Santa Catarina, Joinville e região enfrentam múltiplos desafios impostos por doenças ditas ambientais, que vão das diarreias por falta de saneamento básico às epidemias de dengue, Chikungunya, febre amarela e, recentemente, coronavírus (Covid-19), associadas às mudanças climáticas, passando por uma diversidade de doenças crônicas, incluindo câncer e condições cardiovasculares, oriundas da exposição ambiental periódica da população a compostos orgânicos e inorgânicos tóxicos resultantes das atividades de produção de bens e disponibilizados na água, no solo, nos alimentos e no ar. Entendemos ser imprescindível a formação de recursos humanos qualificados na interface entre saúde e meio ambiente, numa perspectiva interdisciplinar, que contribuam com a formulação e a implementação de políticas públicas e privadas voltadas à gestão e conservação ambiental e ao desenvolvimento e promoção de ações para a melhoria da saúde e o desenvolvimento regional.

 

Patrimônio Cultural e Sociedade

Joinville foi uma das primeiras cidades brasileiras a instituir, por lei, um sistema municipal de fomento à cultura e uma estrutura de gestão cultural articulados ao Sistema Nacional de Cultura. No que tange especificamente ao campo do patrimônio cultural, é digno de nota que professores e egressos participaram da criação e do funcionamento da Comissão do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Natural do Município de Joinville (Comphaan), do Conselho Municipal de Política Cultural de Joinville (CMPC), do Sistema Municipal de Museus (SMM) e da Comissão para implantação do Inventário do Patrimônio Cultural (Imaterial) de Joinville, bem como desenvolveram serviços de consultoria, pesquisa e extensão e formação continuada, sobretudo, para professores da educação básica, gestores, técnicos e conselheiros de órgãos governamentais. São temas inerentes à área e objetos de pesquisas a depredação dos patrimônios público e privado, contendas que envolvem terras indígenas e quilombolas, apropriação indébita do patrimônio genético brasileiro, processos de intervenção urbana em centros históricos, roubo e tráfico de obras artísticas, políticas locais voltadas à proteção do patrimônio ambiental, entre outros exemplos. A formação qualificada de profissionais em Patrimônio Cultural e Sociedade tem dado contribuições importantes para o desenvolvimento socioeconômico da região e do país, tendo os egressos ocupado posições como docentes em instituições de ensino, além de auxiliar na formação dos profissionais vinculados à educação básica no âmbito do Estado e do Município de Joinville e áreas adjacentes, especialmente pelos projetos de extensão na área de leitura e de projetos de extensão ligados à arte e às oficinas de conservação de patrimônio. Entendemos primordial formar docentes para a educação superior com capacidade de articular o ensino à pesquisa e a pesquisa ao ensino, numa perspectiva interdisciplinar, e capacitar profissionais que já atuam ou venham a atuar em órgãos voltados à proteção/valorização, transmissão/difusão e apropriação social do patrimônio cultural.

 

Educação

Joinville possui desenvolvimento humano municipal (IDHM de 0,809) considerado elevado no cenário brasileiro. Porém, quando são analisados separadamente os indicadores que formam o índice IDHM – “IDHM Longevidade, IDHM Educação e IDHM Renda”, observa-se que o item Educação é o que apresenta menor valor (0,749), evidenciando ser um grande desafio para a cidade e região, em todas as etapas e níveis educativos. Na educação infantil persistem problemas históricos, como o não atendimento da demanda e a precarização do trabalho docente, identificando-se redução no período de atendimento na etapa pré-escolar, bem como intensificação do processo de conveniamento com instituições privadas e filantrópicas. No ensino médio, o quadro é mais desafiador, pois cerca de apenas 60% dos jovens entre 18 e 20 anos dispõem do ensino médio completo. Logo, os dados indicam que o município possui uma alta taxa de evasão no ensino médio. Importante lembrar que a população, em se considerando a faixa etária de 15 a 34 anos, corresponde a 36,6% da população da cidade (IBGE, 2010), indicando a jovialidade da população, o que torna os índices de escolaridade ainda mais preocupantes. Além disso, ao se considerar a  baixa escolaridade e a  alta desigualdade  de distribuição de renda, deduz-se que a cidade possui problemas sociais significativos, tornando as pesquisas importantes instrumentos tanto para desvelar a realidade da cidade e região, quanto para refletir e subsidiar ações e políticas públicas que incluam desde condições de trabalho docente e de formação, de práticas educativas até a políticas públicas propriamente ditas. Entendemos ser imprescindível a formação de pesquisadores em educação comprometidos com o desenvolvimento regional, a produção do conhecimento científico e crítico, a formação de profissionais e a democratização da educação.

 

 

CRÉDITO EDUCACIONAL

Crédito Educacional aos estudantes selecionados nos cursos de Pós-Graduação stricto sensu.
Acesse aqui o Regulamento